Inquietações - por Conceição Oliveira

Inquietações - por Conceição Oliveira

Inquietações

 

Convoquei os deuses adormecidos

à beira de um rio seco.

Perdidas as harpas

as flautas

(num quase torpor de morte)

pairavam sobre a contemplação de glórias passadas.

Sem fonte que regue o meu canto,

sem rumo e já sem forças

de escarpas é o caminho

apenas miragem

passado…

 

Nem vestígios de terra prometida

nem a água para regar os cravos vermelhos

desse dia assinalado.

 

Num esforço

visceral

clamei por eles

quis saber de nós…

 

Porque hoje é dia de celebrar o trabalho

e ontem foi a liberdade.

 

(…)

 

Sem respostas

(os deuses continuam adormecidos)

rasgo a carne

atiro as vísceras ao vento…

 

Ah, lobos famintos

de um país à deriva.

Ausente, morto de pátria.

 

 

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