Sangue que escorre por entre as linhas... - por Rogério Araújo - Rofa

Sangue que escorre por entre as linhas... - por Rogério Araújo - Rofa

Sangue que escorre por entre as linhas...

Rogério Araújo (Rofa)

 

Hoje em dia, com a violência atual por toda parte do mundo, mais parece que o sangue escolhe pelas linhas de jornal, revista e até mesmo pelas telas do computador e celular de tanta bala perdida, tiros sem dó nem piedade, matando sem motivo.

É terrível o que estamos vivendo com o ódio que vem do coração do homem e que provoca mortes, homens bomba e inocentes morrendo.

Mas, além dessas notícias reais presentes em nosso dia a dia, também podemos ver histórias de ficção ou até baseadas em fatos verídicos, em livros que, muitas vezes, prender a atenção de tanto mistério e trama bem amarrada.

Assim, como num filme e novelas, o “Quem matou?”, sempre empolga e aguça a curiosidade em descobrir o assassino e o motivo do crime. Parece um gancho para lá de ultrapassado, mas que dá muito certo ainda.

Na literatura, temos autores mundiais famosos como Agatha Christie, Arthur Conan Doyle, Edgar Allan Poe, entre tantos outros que fizeram escola para nova geração de escritores desse ramo policial ou de ficção.

No cinema, temos roteiristas e diretores como Alfred Hitchco­ck – chamado o “mestre do suspense” – , Martins Scorsese, Quentin Tarantino, entre muitos outros, que fazem histórias intrigantes que levam o público ao delírio ou às lágrimas ou ao susto, dependendo das reações diversas.

E em séries de TV, existem até mesmo os anti-heróis como Dexter (Dexter), Tony Soprano (Sopranos), Walter White (Breaking Bad) e outros persona­gens que conquistaram o público de uma forma um tanto quanto diferente.

O interessante que autores famosíssimos e lido por milhões mundo afora, como Agatha Christie, escritora inglesa que ao longo dos anos prende leitores com tramas instigantes.

Em seu primeiro grande sucesso, “O Assassinato de Roger Ackroyd”, de 1925, conta a história na vila de King's Abbot, onde o detetive Hercule Poirot conta com a ajuda do Doutor Sheppard (narrador da história) para solucionar o mistério do assassinato de Roger Ackroyd, morto ao tentar descobrir quem havia chantageado sua amante a ponto de fazê-la cometer suicídio. É considerada a sua obra-prima por ter um desfecho surpreendente e controverso que desprezou as convenções vigentes do romance policial.

A autora inglesa em sua obra “Tragédia em 3 atos”, num trecho, diz de forma muito inspirada que “...os acontecimentos são atraídos pelas pessoas... e não as pessoas pelos acontecimentos. Por que será que algumas pessoas parecem ter vidas excitantes, e outras vidas cacetes? Por causa das circunstâncias? Nunca. Há homens que podem ir até os confins do mundo que nada lhes acontece. Haverá um massacre na semana antes dele chegar, e um terremoto no dia seguinte à sua partida, e o navio, que quase pegou, afunda. Mas outro mora no subúrbio e vai trabalhar na cidade todo dia, e coisas lhe acontecem. Fica envolvido com quadrilhas de chantagistas ou mulheres deslumbrantes, ou bandidos motorizados. Há pessoas com talento especial para naufrágios, mesmo num lagozinho ornamental alguma coisa lhes acontece”.

Essas palavras demonstram o quanto uma história pode ser “inspirada” em fatos reais sim, com doses de ficção para apimentar a história, colocando um pouco de sangue para dar mais “cor” ao que se conta.

E, nessa frase inusitada do “mestre do suspense” do cinema, Alfred Hitchcock, podemos ver o quanto alguém que fazia algo aparentemente pesado lidava com seu ofício cinematográfico: “Morro de medo de ovos, pior do que morrer de medo, eles me revoltam. Aquela coisa branca arredondada sem nenhum buraco. Você já viu algo mais revoltante de que uma gema de ovo quebrando e derramando seu líquido amarelo? O sangue é alegre, vermelho. Mas a gema do ovo é amarela, revoltante. Eu nunca a provei”.

            Algumas obras são transportadas dos livros para o cinema, nem sempre de maneira muito feliz, pois afinal de contas ao contar nas telas, deverá ser adaptado e reduzido, por não caber as palavras nas cenas. Na saga “Crepúsculo”, por exemplo, é um romance de um vampiro que se apaixona por uma humana e por amor, não a transformou numa vampira, pelo menos até os últimos filmes para salvá-la. Se ninguém nunca imaginou um caso de amor de um vampiro, um verdadeiro romance, pode ler e depois assistir no cinema essa saga que rendeu milhões às salas de exibição.

            Então, novamente falando em literatura desse gênero, é algo muito promissor e empolgante. Quem consegue colocar nas linhas, algo que vai além de apenas servir para diversão ou passatempo, mas vai mexer com a vida e instigar, mexer, emocionar, fazer chorar ou surpreender.

            Que venham mais autores que bebam da fonte de uma Agatha Christie da vida e cumpram sua missão, anda que usem sangue escorrendo nas suas linhas...

 

Um forte abraço do Rofa!  

 

 

Conheça outros parceiros da rede de divulgação "Divulga Escritor"!

 

        

 

 

Serviços Divulga Escritor:

Divulgar Livros:

 

Editoras parceiras Divulga Escritor