Vícios modernos - texto 1- por Rogério Araújo - Rofa

Vícios modernos - texto 1- por Rogério Araújo - Rofa

Vícios modernos (1)

Rogério Araújo (Rofa) *

Quando se fala em vício, logo se imagina as drogas que, ao longo do tempo, causaram e continuam causando diversos males à sociedade e às pessoas que se viciam por algum motivo.

A explicação de alguns para experimentar maconha, cocaína, heroína, cigarro, álcool, dentre outras “drogas” são muitas. A má influência é uma delas, bem como o vazio interior que dizem que é “preenchido” por essas substâncias que, num primeiro momento, podem até agir dessa forma, mas, que, com o passar do tempo, trazem suas consequências e a dependência ainda por cima.

Este é o panorama que encontramos no mundo hoje. O que pretendemos aqui nesta coluna é tratar de outros tipos de dependências: os “vícios modernos”.

Ser viciado em comunicação e na tecnologia existente com todas as suas facilidades está se tornando algo compulsivo. Usar tablet, iphone, smartphone com inúmeros recursos como se fosse um computador que cabe na palma da mão, wi-fi, bluetooth que transmite dados para outros aparelhos celular ou para o micro, acessando a internet onde a pessoa estiver... já  virou mania para tudo e para todos. Quem não entrou neste meio parece estar por fora!

A situação é tão crítica que quando encontramos alguém que “respira” toda essa modernidade ou não gosta de computador e internet, ela mais parece um ET neste mundo.

Ainda tem gente que escreve tudo à mão ou mesmo datilografa (com máquina de escrever) e, nem por isso, deixa de cumprir sua tarefa. Mas o que ocorre é que o mundo parece exigir que todos sejam expert em informática para viver hoje.

A informação atual é tanta que toma conta da mente de todos como se nela entranhasse. E o pior é que a maioria dela é inútil e nunca será aproveitada nem mesmo pelo nosso cérebro que a descarta automaticamente. Porém, todos esnobam de ser bem atualizado sobre tudo via internet que tem se tornado a mídia mais rápida que existe.

Há tempos atrás, os professores exigiam trabalhos em que os alunos tinham de pesquisar em livros empoeirados dos pais e avós para cumprir a tarefa escolar. Hoje, os próprios mestres colocam o tema e recomendam que este seja encontrado no Google ou outros sites de pesquisa existentes. Alguém por acaso pergunta se o aluno tem internet ou computador em casa? Ele que se vire. Afinal “todo mundo é obrigado a ter para viver”.

E a juventude então? É blog, Facebook, Twitter, Orkut, e tantas outras formas de comunicação com amigos, informação, que viraram uma febre. Parece que ninguém passa uma hora sem acessar esses redes sociais e sites para ver se alguém entrou em contato, ficando sempre “ligado” na net.

Talvez, a pergunta que grita nessa hora é: “Então eu não posso usar dessa tecnologia atual porque posso estar viciado nela?” A questão a ser analisada e respondida é: Qual repercussão isso tem causado em minha vida? Estou lidando bem ao ser exposto a tudo isso ou não tenho me controlado?

Com diria, em termos muito falado no mundo: somos modernos ou agimos no passado, como dinossauros, avessos à tecnologia e sem a menor vontade de conhecê-la?

Vamos continuar “olhando por essa lupa cultural” e tratar desse tema na coluna do próximo mês...

Um forte abraço do Rofa!  

 

 

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