Altamir Costa - Entrevistado

Altamir Costa - Entrevistado

Altamir Costa apresenta ‘Minha poesia é você’

Por Shirley M. Cavalcante (SMC)

 

Nasceu no Rio de Janeiro, é formado em Comunicação Social e Pós Graduado em Educação e Docência Superior. Ama a Natureza, Poesia, Música e Escrever.

 

“Participei de quatro antologias pela Editora Inde: Filhos da Musa, Poetas da Inde, As Faces do Amor e A Roda dos Signos.

Participei também da Antologia Crônicas & Poesias de Maricá com o Povo do Livro, Grupo de Escritores e Poetas de Maricá, pela Editora Albatroz.

Ainda pela Editora Inde, lancei meu primeiro trabalho solo, intitulado, “Minha Poesia é Você”, um livro de poemas permeados de sentires enraizado na alma e no coração.

Trabalho como Analista de TI, e resido em Maricá - RJ.”

 

“Ninguém sabe ou pode sentir igual. Até que lemos, vemos ou sentimos aquela mesma dor se manifestar no outro. Isso ocorre quando lemos algo profundo, ou vemos uma cena num filme, coisas assim. É nesse instante que ocorre uma significativa conexão com o outro.”

 

Boa leitura!

 

Escritor Altamir Costa, é um prazer contarmos com a sua participação na revista Divulga Escritor. Conte-nos, o que o motivou a ter gosto pela arte de escrever?

Altamir Costa - Na verdade escrevo desde criança. Nas redações da escola sempre me destacava e ganhei algumas medalhas de honra ao mérito... acho que minha mãe ainda as tem guardadas. Mas nunca me interessei em publicar nada. Essa vontade só se manifestou depois de adulto, mais por insistência de amigos próximos que gostavam do que eu escrevia no meu perfil do facebook.

 

Apresente-nos “Minha poesia é você”

Altamir Costa - Bom, esse livro é muito especial pra mim. Primeiro por ser a realização de um sonho de ter meu próprio livro solo, sem ter de participar de antologias, lembrando é claro, que foi através das antologias que comecei a concretizar esse sonho. Segundo porque ele é a manifestação pessoal de um amor não correspondido. Então, nesse livro, manifesto todo sonho que esse amor deixa em mim, como saudade, distância, ausência, solidão, a impossibilidade de dividir todos os sentires que um grande amor nos causa. Tudo que senti e ainda sinto, estão presentes em cada linha de cada poema do livro. São pouco mais de 90 poemas onde a narrativa foi sendo construída por cada sentimento de um momento vivido por mim. Por isso o nome, Minha Poesia é Você, pois foi escrito pra ela. Pra essa pessoa especial que está longe de mim. Mais dentro do meu coração.

 

Apresente-nos um dos textos publicados na obra.

Altamir Costa - Um dos que mais gosto é esse. Acho que mostra bem as poesias do livro.

Você

Você está em mim

como uma dádiva da vida,

tão sagrada como o ar

que nos mantém vivos.

Não sei explicar

como esse amor

chegou em mim,

tornando-me teu

sem que me tenhas

sem que me queiras.

Faz-me morrer

nas noites vazias

nas ausências,

nas saudades.

Um morrer diferente

a cada noite,

para no amanhecer,

voltar a nascer em mim.

 

Cada texto tem um pedacinho do autor, comente sobre o momento de criação deste texto.

Altamir Costa - Bem como eu disse, cada poema retrata um momento ou um sentimento vivido por mim quando escrevia determinado poema. Sabe, apesar desse sentimento enorme por essa pessoa, somos amigos.  Falamos-nos sempre. Sobre várias coisas, assuntos em comum, e até mesmo nos ajudamos quando precisamos de algo. Às vezes ela fica um tempo sem falar comigo. Ou por estar ocupada, ou por estar sem internet ou algo assim. Daí você imagina o quanto isso é doloroso para quem ama profundamente uma pessoa e não recebe notícias dela. Já é doloroso saber que a pessoa não corresponde ao que você sente da forma como você sente.  Então nesses momentos de solidão, tristeza, ausência, sempre escrevia alguma coisa. Quase sempre tão sentida como o sofrer que minha alma sentia naquele momento. E bastava ouvir a voz dela num áudio para que tudo se iluminasse na minha existência.

 

O que mais o encanta nos textos poéticos?

Altamir Costa - A identificação dos sentimentos, aqueles vindos direto da alma. É comum pensarmos que somente nós sentimos alguma coisa. Alguma dor. Isso faz parte do ser humano. Sermos egoísta até no nosso sentir. Achamos que tudo que sentimos é nosso. Só nosso.  Ninguém sabe ou pode sentir igual. Até que lemos, vemos ou sentimos aquela mesma dor se manifestar no outro. Isso ocorre quando lemos algo profundo, ou vemos uma cena num filme, coisas assim. É nesse instante que ocorre uma significativa conexão com o outro. Quando percebemos os mesmos sintomas que passamos ou eventualmente sentimos em algum momento. Isso resgata de alguma forma o humano oculto em nós e toda uma empatia é criada.  Passamos a ser solidários com a pessoa e tentamos ajudar de alguma forma. Ainda mais quando existe uma amizade ou qualquer outro tipo de ligação com ela. A partir dessa conexão, que somente a alma pode identificar, é que ocorre esse encantamento que trazemos pra dentro do coração, e nunca mais esquecemos.

 

Onde podemos comprar seu livro?

Altamir Costa - Eu não quis colocar o livro à venda nas livrarias normais. Optei por participar das feiras literárias que aconteceram na mesma época de lançamento do livro, em Outubro de 2019. Foram sete eventos que participei divulgando e lançando o livro. Também divulguei a venda in box nas minhas redes sociais. Foi um ótimo resultado. O livro chegou a quase todos os estados do Brasil, chegou a Portugal, Bélgica e também no Japão.

 

Além do livro solo, você participou de várias antologias. Conte-nos, qual chamou mais a sua atenção, por que?

Altamir Costa - Todas as participações em antologias foram muito boas. Principalmente as que fiz com a editora Inde, que também foi responsável pelo lançamento do meu livro Solo. Mas uma antologia teve um gostinho especial. Foi a Antologia Crônicas & Poesias de Maricá. Um livro que nasceu em apenas três meses, depois que poetas e escritores da minha cidade se uniram para fundar uma Associação. Foi um tempo bem curto para escrever, editar, corrigir e publicar o livro. Queríamos que ele saísse no mês de aniversário da cidade. Seria nosso presente para a cidade que amamos. E conseguimos. Graças ao talento individual de cada um, ideias, sugestões, esforço e muita união para que tudo desse certo. O livro ficou lindo. Os textos, capa, poemas e crônicas de cada um que participou ficaram harmoniosos com o tema proposto, que era falar somente da cidade de Maricá, enfim, foi um trabalho delicioso e gratificante de fazer. E foi um grande sucesso. Agora o grupo que se chama Povo do Livro já está se preparando para outras publicações.

 

Quais os seus próximos projetos literários?

Altamir Costa - No momento estou escrevendo novos poemas e também, um livro de crônicas. Recentemente recebi convite da minha editora para fazermos um livro infantil. Estamos definindo como vai ser esse livro....temos algumas ideias, uma delas, poemas infantis. Acho que vai ficar bem bacana. E os dois livros que estou trabalhando, estou pensando em lançar no segundo semestre desse ano.

 

O que a escrita representa para você? Como vem se desenvolvendo a escrita em sua carreira literária?

Altamir Costa - Sabe, eu procuro pensar que a escrita é apenas uma tradução, uma manifestação dos sentires. Eu não imagino o que vou escrever. Eu escrevo o que sinto. Apenas isso. Nem me considero um escritor. Considero-me uma pessoa que escreve tudo que sente. Tudo que meu olhar capta como poético, como sentir, como as coisas chegam dentro de mim ou da minha alma. Escrevo aquilo que minha alma e meu coração desejam por pra fora de qualquer jeito. Seja um sonho, um desejo, a manifestação de um gostar, enfim, transbordo pela escrita o que já não dá mais para sair como lágrimas. Às vezes é tão intenso que sai dos dois jeitos....rsrsrs.  E é dessa forma que a escrita tem permeado meu escrever. Não saberia te dizer se é um estilo ou coisa parecida. Cada um tem um jeito de escrever, seguem uma linha ou direção.  Acho que vai muito da maneira como cada um se identifica, sente ou se adequa a uma situação, como imagina ou cria um conto, texto ou poesia. Minha editora escreveu na apresentação do Minha Poesia é Você, que sou dono de uma poética lírica e intensa, que uso as palavras com doçura mágica, com cadência rica e harmoniosa. Pode ser. Não sei. Mais uma coisa está correta, escrevo como sinto e vivo. Com intensidade.

 

Pois bem, estamos chegando ao fim da entrevista. Muito bom conhecer melhor o escritor Altamir Costa. Agradecemos sua participação na Revista Divulga Escritor. Que mensagem você deixa para nossos leitores?

Altamir Costa - Eu quem agradeço a oportunidade. Muito obrigado a todos! Espero que os leitores apreciem o que escrevi nos trabalhos que já foram publicados. Tem um pouco de mim, mas também tem um pouco do que cada um sente e carrega oculto dentro de si. Pra mim foi uma enorme satisfação poder compartilhar um pouco do meu trabalho literário com vocês. Espero realmente que apreciem. Muito obrigado!

 

 

 

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