Natal de Esperança - por Anchieta Antunes

Natal de Esperança - por Anchieta Antunes

N A T A L  D E  E S P E R A N Ç A

 

Tênue crepúsculo dezembral

acorda a cotovia lerda,

desperta uniões abraçais 

nos laços dos amores atemporais,

eis que surge a esperança

de tempos horizontais

nas íris dos cânticos manhãs.

 

A célula primeva 

corcoveia impávida rastreira

lobrigando à distância

sobranceira,

estaca, marco, igualdade,

num universo de desigualdades;

a última esperança desgraçada,

de uma reviravolta na índole

do homem serpente,

insensível, voraz, indolente.

 

Natal de esperança

morreu no primeiro

crepúsculo de um dia

chuvoso. 

Lágrimas aziagas.

 

Anchieta Antunes. - dezembro de 2017.

 

 
N A T A L D E E S P E R A N Ç A
Tênue crepúsculo dezembral
acorda a cotovia lerda,
desperta uniões abraçais 
nos laços dos amores atemporais,
eis que surge a esperança
de tempos horizontais
nas íris dos cânticos manhãs.
 
A célula primeva 
corcoveia impávida rastreira
lobrigando à distância
sobranceira,
estaca, marco, igualdade,
num universo de desigualdades;
a última esperança desgraçada,
de uma reviravolta na índole
do homem serpente,
insensível, voraz, indolente.
 
Natal de esperança
morreu no primeiro
crepúsculo de um dia
chuvoso. 
Lágrimas aziagas.
 
Anchieta Antunes. - dezembro de 2017.

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