Plácido Rodrigues - Entrevistado

Plácido Rodrigues - Entrevistado

Por Shirley M. Cavalcante (SMC)

 

Escritor, nascido em 7 de maio de 1982, em São Miguel, Rio Grande do Norte, Plácido Rodrigues foi para Guarulhos, São Paulo, com os pais e os dois irmãos quando ainda não tinha 2 anos de idade completos. Estudou em colégios públicos e graduou-se em Letras pela UnG (Universidade Guarulhos) em 2010. É pós-graduado em Língua Portuguesa pela PUC-SP (Pontifícia Universidade Católica de São Paulo) com ênfase na análise da oralidade em textos escritos. Além de “Histórias Concêntricas – O Mistério do Viúvo Maldonha”, seu romance de estreia, escreve também contos, crônicas e poemas. Em maio de 2010, venceu um concurso de Poesia e de Miniconto com o soneto “Vida Ausente, Morte Presente”, na VI Jornada de Letras, um evento promovida pela universidade na qual se formou. É professor de Língua Portuguesa desde 2010, atuando na rede pública e particular de ensino. Atualmente é docente titular na Prefeitura de São Paulo, onde coordena projetos de escrita criativa com alunos do Ensino  Fundamental II.

 

“Para quem gosta de acompanhar o crescimento e as descobertas feitas pelas personagens, vai gostar de conhecer Pedro e Leandro Maldonha e todo o mistério que os envolve.”

 

Boa Leitura!

 

Escritor Plácido L. Rodrigues é um prazer contarmos com a sua participação na Revista Divulga Escritor. Conte-nos o que mais o encanta na arte literária?

Plácido Rodrigues - O prazer é meu em poder participar.

Desde muito cedo, tudo que envolve a criação artística me chamava a atenção: música, teatro, fotografia, pintura. No entanto, a criação literária ganhou espaço maior em minha vida pelo fato de que com um caderno e uma caneta eu poderia criar um mundo. O que mais me encanta na arte literária é a licença que o escritor tem para mentir. Todos sabem que está mentindo e, mesmo assim, variados sentimento são despertados com essa tenuidade entre realidade e ficção. Parafraseando Mário Quintana, em literatura a mentira é só uma verdade que se esqueceu de acontecer.

 

Como surgiu “O Mistério Do Viúvo Maldonha”?

Plácido Rodrigues - “O Mistério Do viúvo Maldonha” seria um conto. Eu estava escrevendo contos e, durante a escrita desse, algo me fez pensar que eu poderia uni-los e transformar tudo em um romance, sendo os contos anteriores, já escritos, contados por Leandro Maldonha, ou seja, narrativas menores dentro da narrativa maior. O aprendizado foi enorme quando comecei a reestruturar os textos. Criei novas personagens, um motivo para Leandro Maldonha contar as histórias e, por fim um tom na narrativa para segurar o leitor, prendê-lo na trama. Não fiz roteiro, esquema, resumos, nada. Apenas escrevia. O ruim disso é que muitas vezes eu precisava reler tudo para poder amarrar algum fio solto que eu havia deixado.  O título do Livro seria apenas “O Mistério do Viúvo Maldonha”, porém resolvi colocar o título de “Histórias Concêntricas - O Mistério Do viúvo Maldonha”. Para saber o porquê, convido todos a lerem.

 

É uma história de suspense e mistério? Comente sobre o enredo que compõe a obra.

Plácido Rodrigues - Sim, é uma história de suspense e mistério. Pedro, ateu confesso, ouve histórias de Leandro Maldonha, de 83 anos, fervoroso conhecedor da Bíblia, que guarda um terrível segredo sobre o desaparecimento de sua esposa. Com o passar do tempo, coisas estranhas começam a acontecer, e Pedro muda suas convicções sobre sua forma de pensar. Sonhos passam a atormentá-lo e a confundir-se com a sua realidade. Numa busca louca para descobrir o que está acontecendo, sente-se à beira da loucura, atormentado por lembranças do passado, como a morte do único irmão, quando eles eram crianças, e a morte do pai, que lhe balbuciou algo antes de morrer. Descobrir o que o pai tentou dizer-lhe foi o que sempre quis, mas várias respostas surgem ao conhecer Maldonha, e elas parecem levá-lo a um território perigoso, que lhe perturba as noites de sono. Quando por fim consegue juntar os fios soltos das historias contadas por Maldonha, percebe que seus questionamentos não precisavam de respostas tão complexas como as que vinha buscando.

 

Você está publicando, em seu blog, um capítulo por semana.  Qual a previsão para término da obra?

Plácido Rodrigues - O livro tem 40 capítulos. Não foi escrito com o pensamento de ser postado por capítulos (folhetim). A ideia de postar o livro em blog é recente. Inicialmente, idealizei um capítulo por semana; dois, dependendo do teor do capítulo ou sua extensão. Conforme consigo a adesão de mais leitores, posso publicar com mais frequência. Essa iniciativa de divulgar meu trabalho nesse estilo ajuda-me a ter uma devolutiva dos leitores e me faz crescer enquanto escritor. Escolhi o Mistério do Viúvo Maldonha por ser um livro que já foi publicado de forma física e, enquanto não lanço nada inédito, prendo alguns leitores com algo escrito por mim.

 

Com relação a ambientação geográfica. Conte-nos em quais cidades a trama está sendo desenvolvida?

Plácido Rodrigues - Em relação à ambientação geográfica, elaborei algo o mais simples possível. Conforme escrevia, fui criando cenários, locais, ruas, um mapa geográfico ficcional. A trama ocorre em um centro urbano comum, criado para a trama. Pode-se considerar que todo o espaço geográfico é fictício, porém facilmente ajustável a qualquer cidade grande. 

 

Apresente-nos cinco motivos para acompanhar “O Mistério Do Viúvo Maldonha”

Plácido Rodrigues - Eu poderia apresentar uma dúzia de motivos (risos), pois sou suspeito para falar da minha obra literária, no entanto listarei dois apenas:

- O primeiro grande motivo é o incentivo a novos autores, que precisam de leitores para poder trilhar seu caminho nessa árdua jornada da carreira literária.

- O segundo motivo refere-se à trama em si, que renderá uma boa dose de entretenimento. E, modéstia à parte, o livro está bem escrito, envolvente, com um jogo de mistério que cresce página a página. Para quem gosta de acompanhar o crescimento e as descobertas feitas pelas personagens, vai gostar de conhecer Pedro e Leandro Maldonha e todo o mistério que os envolve.

 

Qual o link para que nossos leitores possam acessar e acompanhar o enredo?

Plácido Rodrigues – No blog:

https://escritorplacidorodrigues.blogspot.com.br/p/o-misterio.html

Página oficial no facebook: https://www.facebook.com/EscritorPlacidoRodrigues/

 

Após concluir a postagem do livro no blog, pensas em publicá-lo impresso novamente?

Plácido Rodrigues - Escrevi-o em 2006 e publiquei de forma independente, com um total de 150 exemplares para divulgar entre amigos. Anos depois, com a tiragem esgotada, resolvi postar no blog, que estava parado. Com isso, resolvi dois problemas de uma vez: ativar o blog e conseguir novos leitores.  Não estou pensando, no momento, em uma publicação impressa desse livro, pois tenho outros projetos na frente. No entanto, futuramente, pretendo fazer uma segunda tiragem, pois a obra tem capítulos novos e trechos melhorados em relação à primeira versão impressa. No mais, tudo dependerá de uma proposta de alguma editora que venha a se interessar por esse romance e por meu trabalho.

 

Quais os seus principais objetivos como escritor? Soube que já temos novos projetos em andamento.

Plácido Rodrigues - Eu vivo escrevendo, ora mais, ora menos, mas projeto é o que não me falta. Tenho prontos, outros dois livros. Um de contos, sem título ainda, e um infanto-juvenil, intitulado de “O Achado de Sissa”.  Meu principal objetivo como escritor é fazer literatura porque gosto, o resto será consequência de meu trabalho dedicado.

 

Poderia falar mais de cada um deles?

Plácido Rodrigues - O de contos segue a mesma linha de “O Mistério do Viúvo Maldonha” em relação ao tom da narrativa, ao suspense, ao mistério e, sobretudo, ao terror, que ilustram o meu estilo de escrever. O conto que abre esse livro é um dos contos contados por Maldonha, no entanto com outras perspectivas no enredo. Gosto de brincar com histórias que ocorrem no mesmo universo literário, mas que mesmo assim são histórias independentes, e isso ocorre em todos os nove contos que compõem esse livro de contos. Embora independentes, têm uma ou outra relação entre si. Um exemplo disso é uma personagem ser principal num conto e secundária em outro. O número nove tem um significado simbólico que não direi qual é aqui. Para novidades é só seguir meu blog. (risos)

Já “O Achado de Sissa” trata-se de um infanto-juvenil sobre uma adolescente que constantemente assiste às brigas dos pais. Como refúgio, a jovem se aventura a ler um livro que encontrou no porão de casa. O livro é Dom Casmurro, de Machado de Assis. Em meio à leitura, Sissa se vê no cenário da história que lê, interagindo com as personagens. É justamente em meio a essa leitura que ela encontra forças para superar o drama familiar que vive.

 

Você é professor de Língua Portuguesa. Eu mesma, adoro um texto bem escrito, o aprendizado inicia-se ao ler o texto. Andei lendo um pouco de “O Mistério Do Viúvo Maldonha” o enredo é muito bom e bem escrito, prende o leitor. Qual a importância da revisão ortográfica para o sucesso de um texto?

Plácido Rodrigues - Como professor, preciso ensinar a importância de um texto bem escrito. No entanto, friso sempre que o que caracteriza uma Língua é o uso e que sua função principal é a comunicação. Como a escrita é uma das modalidades de uso da Língua, enfatizo sempre que tudo depende muito do que se pretende ao escrever um texto, ou seja, é preciso dominar as regras, saber quando determinada estrutura textual é adequada ou não. Enquanto escritor de ficção, cuido para não unificar a fala das personagens à voz do narrador, sobretudo o narrador em terceira pessoa. Quando o narrador é em primeira pessoa, as características sociais, idade, sexo, contam muito no tipo de registro escrito que utilizarei.  Mesmo assim, creio que a revisão é muito importante, e o registro da norma culta tem de prevalecer. Antes de enviar meu texto para avaliação editorial eu mesmo faça algumas revisões cuidadosas, e mesmo sendo professor de Língua Portuguesa, submeto meu texto a um revisor profissional. Particularmente confio meus textos sempre ao mesmo revisor, Josias Aparecido Andrade, que posso considerar um amigo com quem tenho aprendido a cada revisão.

 

Pois bem, estamos chegando ao fim da entrevista. Muito bom conhecer melhor “O Mistério Do Viúvo Maldonha” com o autor Plácido L. Rodrigues. Agradecemos sua participação na Revista Divulga Escritor. Que mensagem você deixa para nossos leitores?

Plácido Rodrigues - Eu é que agradeço imensamente pela entrevista e oportunidade de poder falar um pouco sobre meu trabalho enquanto escritor. Gostaria de dizer que ler é navegar num mar em busca de um oceano de novidades, e que escrever é construir barcos para servir de transporte para essa aventura. No mais, conto com a visita em meu blog de cada leitor que reservou um tempo para ler essa entrevista. Visite-me, deixe seu recado por lá. Grande abraço a todos.

 

 

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