Por quem os sinos dobram - por Anchieta Antunes

Por quem os sinos dobram - por Anchieta Antunes

S O L I D Ã O
Autor do texto: Hohn Donne

Tem dia que bate um vazio danado e a gente precisa de um empurrãozinho, seja para pensar sobre a nossa solidão, seja para sair dela.
O fato é que às vezes, mesmo rodeado de pessoas, nos sentimos sozinhos. É importante saber, no entanto, que não há mal nenhum nisso. Estar sozinho faz parte da construção da nossa autoestima, e por mais que nos façam acreditar que a solidão é negativa, temos que saber que nem sempre é assim!
Nenhum homem é uma ilha isolada; cada homem é uma partícula do continente, uma parte da terra; se um torrão é arrastado para o mar, a Europa fica diminuída, como se fosse um promontório, como se fosse a casa dos teus amigos ou a tua própria; a morte de qualquer homem diminui-me, porque sou parte do gênero humano. E por isso não perguntes por quem os sinos dobram; eles dobram por ti.

 

POR QUEM OS SINOS DOBRAM?


Pela humanidade, os sinos dobram. 
Pelos anônimos cobertos com 
o manto da indigência, os sinos dobram.
Pelos esquecidos nas vias,
esperando que a morte lhes venha cobrar a vida.
Pelas cruzes espalhadas nos campos de batalha,
armadas por metralhadoras sem nome.
Pela fome que viaja nos recônditos das cidades
vestindo dólmãs cerzidos por mentes clandestinas 
pronunciando palavras estrangeiras. 
Os sinos dobram pela solidão das montanhas,
pela neve branca do esmo e isolamento,
pelo azul profundo do oceano,
pelo firmamento insondável,
pela chuva que teima em alagar,
pelas aragens distantes do bramido dos ventos, 
pela tristeza banhada em lágrimas,
pelas perdas dos afetos conquistados.

Os sinos dobram pela vida em alegoria. 
Anchieta Antunes – maio/2017

 

 

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