Silmar Bohrer - Entrevistado

Silmar Bohrer - Entrevistado

Por Shirley M. Cavalcante (SMC)

Silmar Bohrer nasceu na segunda metade do século 20 sob o signo de Gêmeos, o mais querido do zodíaco.  Silmar Bohrer tem feito da literatura um regalo da vida.

Escreve desde a adolescência, fazendo dos seus versos uma missão constante.

“O importante não é escrever muito. O essencial é escrever sempre. Escrever, um sacerdócio”, eis o seu dogma.

Se algum curioso pela arte literária lhe indagasse pelo ato de escrever, ele diria que o poeta escreve dentro da sua visão de mundo – esse cadinho de vivências ao longo dos dias.

E qual é a essência da poesia? Inspiração, transpiração, conhecimento, uma simbiose que nutre ideias, pensamentos, sentimentos. São universais os motivos condutores ao reino da poesia – natureza, e céu, e ares e a vida...

 

Boa Leitura!

 

Escritor Silmar Bohrer, é um prazer contarmos com a sua participação na Revista Divulga Escritor. Conte-nos, o que o motivou a ter gosto pela escrita literária?

Silmar Bohrer - Desde os tempos de adolescente tenho comigo essa necessidade de escrever; e foi lendo e escrevendo que não parei mais. As leituras eram constantes, a paixão pela palavra cresceu, inchou e extravasou. Virou filosofia: escrever sempre, fazendo deste hábito o mais puro sacerdócio.

 

Em que momento se sentiu preparado para publicar seu primeiro livro solo?

Silmar Bohrer - Nunca pensei em publicar o primeiro livro, apenas escrevia. Mas chegou um momento em que, incentivado pelos amigos e leitores, pensei ser chegada a hora de publicar um livro de poemas. E há tempos ele aí está, enredado nos problemas e nos teoremas da modernidade, da poluição, da vida mecânica, da preocupação existencial, do ser esmagado pelo próprio existir.

 

Gostei muito de conhecer o seu livro “Trovas”, composto por textos curtos e reflexivos que podem ser utilizados em conversas coloquiais ou eruditas do dia a dia. Apresente-nos duas de suas trovas preferidas.

Silmar Bohrer - Não tenho trovas preferidas, são todas meus filhotes queridos, escritas com alma, coração e inspiração. Mas escolho uma filosófica:

“Aquele mundo que é só teu, /que é gostoso e atraente, / não está em nenhum museu,/ está em ti mesmo, unicamente”;

e outra poética:

“São ventos do nunca mais/ com seus acordes divinos/ esses ventos assobiolinos/ assobiando nos beirais.”

 

Além do livro de trovas, temos “Sonetos”, com segmentação personalizada, que pode ser utilizado por professores em sala de aula. Um estudo leve e ao mesmo instante complexo, devido ao grau de dificuldade que temos em elaborar este perfil de texto literário. Apresente-nos um dos sonetos publicados nesta obra literária.

 

Silmar Bohrer - O soneto “Sacra Missão”:

Andam opíparos os versos

Nestas calendas de outono,

Trovas, sonetos, diversos,

E o bom vinho dando o entono.

 

Nestas borrascas de junho

Vou cumprindo a tradição,

Minha bandeira então empunho

Desfraldando o verso-inspiração.

 

Rudes rimas são o desafio

No seu melhor diapasão,

E costuro, e teço, e porfio,

 

Como sói nas grandes jornadas

É o bardo na sacra missão

De costurar rimas sagradas.

 

O que mais o encanta na arte literária?

Silmar Bohrer - Sou apaixonado pela arte da escrita, porque a gente pode dar asas à imaginação e tecer versos ou prosa infinitamente, trabalhando as palavras,urdindo versos, limando rimas,tirando as rebarbas de tudo que vai para o papel, eternizando ideias e sentimentos.

 

Onde podemos comprar os seus livros?

Silmar Bohrer - Não tenho livros escritos e publicados para venda. Apenas o faço quando dos lançamentos. Meus livros eu os tenho como pássaros que vão a semear pelos universos a arte literária de mão em mão. Interessados podem me solicitar pelo e-mail silmarbohrer@yahoo.com.br

 

Quais os seus principais objetivos como escritor e presidente da renomada Academia de Letras em Caçador (SC)?

Silmar Bohrer - Meu objetivo como escritor é seguir espargindo em forma de pétalas os meus versos de cada dia. É missão, mas também sacerdócio, fazendo da literatura este luzeiro, o fanal que pode induzir no leitor momentos de puro refrigério para a alma e de encantamento nos seus sentidos.

 

Apresente-nos a Academia Caçadorense de Letras e Artes.

Silmar Bohrer - A Academia Caçadorense de Letras e Artes (ACLA) surgiu em 2014, fruto da necessidade de termos em nossa região uma entidade voltada para congregar nossos escritores, bem como fomentar a escrita literária/literatura entre os mais jovens, disseminando cultura numa das regiões mais pobres de nosso Estado.

 

Pois bem, estamos chegando ao fim da entrevista. Muito bom conhecer melhor o escritor Silmar Bohrer. Agradecemos sua participação na Revista Divulga Escritor. Que mensagem você deixa para nossos leitores?

Silmar Bohrer -Faço-o com uma louvação à poesia.

 

“Estamos onde está a poesia, a poesia existe onde nós existimos.Em qualquer lugar ou qualquer coisa podemos encontrar ou fazer poesia. No murmúrio das águas do córrego,em um pássaro que canta, nas nuvens que passeiam no espaço,em tudo há poesia– basta que a nossa musa inspiradora esteja predisposta a perceber, num relance, as palpitações latentes que falam no interior com amenidade e cheias de doçura.”

 

 

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