A Rosa dos Ventos - por Alves dos Santos

A Rosa dos Ventos - por Alves dos Santos

A Rosa dos Ventos

 

Deixa-me ficar no refúgio dos teus braços

Sossega por mais um instante

Na escala temporal será um nada

Que passará num ápice

Mas para mim significará o tempo de uma vida completa

Entre renascer no teu abraço e morrer assim que ele se desfaz

E assim vou medindo a minha vida

Como o somatório desses instantes

Sempre ansiados, sempre perfeitos, sempre efémeros

 

Deixa-me perder na volúpia dos teus beijos

Que me mergulham num mar de desejo

Que atiças e refreias a teu belo prazer

Reflexo das tuas marés de dúvidas existenciais

Que num instante te fazem me procurar

Como se os meus lábios fossem fonte de vida eterna

Mas no instante seguinte te arrastam para longe de mim

Restando-me esperar por uma vaga mais forte de uma qualquer preia-mar

Que te devolva novamente até mim

 

Deixa perfumar-me com o teu cheiro

Deixa sem correrias a tua essência se impregnar na minha pele

Percamo-nos sem o receio de não mais nos encontrarmos

Exploremo-nos abdicando de marcas de segurança

Aventuremo-nos a viajar em nós

Largando as amarras de uma navegação de cabotagem

Afinal farão sentido quaisquer medos

Para quem encontrou o seu Norte?

 

Alves dos Santos em ‘Fragmentos do Quotidiano’

Todos os direitos reservados

 

 

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