Cinzas do Outono - por Lígia Beltrão

Cinzas do Outono - por Lígia Beltrão

Cinzas do Outono

 

E os olhos baixos da serra olham o nada

Transpondo o escuro da marcada alma

Paisagem triste, cinza e condenada,

Sequer pode chorar virou vida fantasma.

 

Onde está o brilho dos teus olhos verdes

Os teus braços nosares felizes a se balançarem

Teus cabelos voando, e as nuvens, tu perdes,

O prazer de atrevidas descerem para os beijarem.

 

As curvas que delineavas no horizonte

Os sonhos que faziam transpor a ponte

Da tua beleza para o encantamento meu

 

Oh, Deus! Tudo mudou- Suspiram os talos nus...

Gemem as pedras sangrando os cortes crus

Deixados pelo fogo impiedoso que a tudo ardeu!

 

Lígia Beltrão

 

22/11/2017

 

 

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