Desespero - por Lígia Beltrão

Desespero - por Lígia Beltrão

Desespero

 

Oh, Deus! Por que hás de assim testar-me?

Se desta vida desgraçada nada tenho

Dela nada quero a não ser felicidade

E nunca nada pedir-te eu venho?

 

Que fiz ao mundo? – Pergunto angustiada –

Choro triste com a alma torturada,

Mas ele se nega brilhando e debochado

Nada responde a esta pobre desgraçada

 

Hei de quebrar o espelho que se ri

E mostra-me a cara dessa alma entristecida

Quem sabe, ensanguentado, agora sim,

Ele arrependa-se de tudo o que me fez na vida!

 

O líquido que jorra entre brilhos de vidro

Ninguém imagina que saiu do buraco do meu peito

É do meu coração estilhaçado em mil pedaços

O sangue que escorre, sem destino, feito um rio no seu leito.

 

Lígia Beltrão

 

 

 

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