Fabiana Ballete - Entrevistada

Fabiana Ballete - Entrevistada

Por Shirley M. Cavalcante (SMC)

 

Fabiana Ballete é paulistana, graduada em Odontologia pela Universidade de São Paulo (USP), Mestre e Doutora em Odontologia pela Universidade Estadual Paulista (UNESP), pós-graduanda em Escrita Criativa pelo NESPE e Membro Honorário da Academia de Letras de Trás-os-Montes (Portugal). Seu livro de estréia “O Silêncio Guardado nas Horas” foi vencedor, na categoria melhor romance, do Prêmio da Lusofonia Professor Adriano Moreira.

“A primeira inspiração veio a partir de uma reflexão sobre a influência do tempo na vida das pessoas, mas não foi só isso. O Silêncio Guardado nas Horas é o resultado de inspirações acumuladas ao longo de uma vida de muitas leituras.“

 

Boa leitura!

 

Fabiana Ballete, é um prazer contarmos com a sua participação na Divulga Escritor: Revista Literária da Lusofonia. Conte-nos, o que mais a atrai nos romances históricos?

Fabiana Ballete - Eu adoro divagar por épocas passadas. Considero os romances históricos um meio eficaz para aliviar-me da pressão imposta pela contemporaneidade.

 

O que a inspirou a escrever “O Silêncio Guardado nas Horas”?

Fabiana Ballete - A primeira inspiração veio a partir de uma reflexão sobre a influência do tempo na vida das pessoas, mas não foi só isso. O Silêncio Guardado nas Horas é o resultado de inspirações acumuladas ao longo de uma vida de muitas leituras.  José Lins do Rêgo, Graciliano Ramos, Monteiro Lobato, Jane Austen  e Rosamunde Pilcher são alguns dos autores que muito me influenciaram.

 

Quais critérios foram utilizados para escolha do título?

Fabiana Ballete - O título O Silêncio Guardado nas Horas tem íntima relação com a trama da história, uma narrativa arraigadas aos segredos determinantes dos destinos de três gerações de uma mesma família.

 

Apresente-nos a obra

Fabiana Ballete - A alma do Engenho Macaúbas reside no corpo de seu dono, um coronel nonagenário e irremediavelmente preso às convenções da consangüinidade.

 Em suas terras, vive Aurélia, uma professora que sonha encontrar um amor feito o dos livros que tanto gosta de ler, porém, a chegada dos primeiros trabalhadores da estrada de ferro ao vilarejo de Alteiros de Santana traz uma revelação capaz de virar a vida de Aurélia e as terras do coronel de pernas para o ar.

 Ameaçada pelo chefe de obras da Gretoeste, Aurélia decide aceitar o pedido de casamento do bisneto do coronel e aliar-se à desafeta mãe do rapaz, como forma de evitar a ruína do engenho e de todos aqueles que nele vivem.

  Determinada a calar um nefasto segredo, Aurélia depara-se com as memórias de Angélica: relatos trancafiados há mais de cinqüenta anos que a conduzem pela história do engenho e de seus moradores, ao mesmo passo que a tornam guardiã de silêncios suscitadores de muitos destinos, inclusive o seu.

A narrativa, arraigada aos meandros do final do século XIX e metade do século XX, mescla figuras reais e fictícias para contar a saga de três gerações de uma mesma família, marcada por segredos e mazelas determinantes da trama. A prosa, estendida ao longo de cinqüenta anos de história, acompanha o trajeto de seus personagens por diferentes paisagens e acontecimentos: a aridez do sertão cearense, a fertilidade do engenho de açúcar, a instalação da estrada de ferro no agreste, o burburinho da sociedade efervescente de Fortaleza, a precariedade de suas periferias, a travessia do Atlântico e uma pitada de ares europeus são alguns dos cenários por onde os personagens criam uma história de amor, superação, intrigas e silêncios, ao mesmo tempo em que o sonho de Aurélia pode se tornar realidade, apesar de tudo parecer conspirar contra seu favor.

 

Conte-nos, como foi o período para escrita da obra. Conciliação do tempo para escrita e outras atividades, inspiração, publicação do livro em Portugal...

Fabiana Ballete - O livro foi escrito durante dois anos. No primeiro ano, praticamente estudei sobre o coronelismo no Brasil, a estrutura dos engenhos açucareiros e os costumes das pessoas nos primeiros anos do século XX, notadamente da sociedade fortalezense entre os anos 20 e 50. Depois do embasamento histórico, mergulhei na narrativa, propriamente dita, e aqui, eu abro um adendo: encontrar tempo para a escrita não é algo fácil. Há necessidade de concessões para que façamos da escrita um exercício diário de entrega.

Uma vez pronta a obra, eu a enviei para o concurso Prémio Literário da Lusofonia Professor Adriano Moreira, onde ela foi escolhida como melhor romance, entre os demais, escritos por autores dos países lusófonos.

 

O que mais a atrai na leitura de “O Silêncio Guardado nas Horas”?

Fabiana Ballete - A esta pergunta respondo com o comentário de um dos jurados do concurso, com quem tive a oportunidade de conversar no dia da premiação: “A obra conta com uma narrativa fluida, intrigante, que instiga no leitor o desejo de saber o que se desenrolará nas próximas páginas.”

 

Onde podemos comprar o seu livro?

Fabiana Ballete - Por enquanto, o livro estará disponível apenas em Portugal. No Site da Editora Âncora e nas livrarias como a FENAC e Bertrand.

 

Quais os seus próximos projetos literários?

Fabiana Ballete - Sou aluna de pós-graduação em Escrita Criativa e, como parte do curso, estou trabalhando num outro romance.  Uma narrativa desenvolvida em São Paulo nos anos 50, onde o protagonista da história é um ex- combatente da Força Expedicionária Brasileira, desprovido de suas memórias após um grave ferimento sofrido durante uma batalha em Montese, Itália, no final da Segunda Grande Guerra.

 

Pois bem, estamos chegando ao fim da entrevista. Muito bom conhecer melhor a escritora Fabiana Ballete. Agradecemos sua participação na Divulga Escritor: Revista Literária da Lusofonia. Que mensagem você deixa para nossos leitores?

Fabiana Ballete - Citando Jerome David Salinger, “bom mesmo é o livro que quando a gente acaba de ler fica querendo ser um grande amigo do escritor, para poder telefonar para ele toda vez que der vontade.”

Espero que a leitura de O Silêncio Guardado nas Horas desperte essa vontade em seus leitores.

Além disso, gostaria de deixar meu apelo para que os leitores não desviem seus olhos da literatura Nacional: o Brasil tem excelentes autores à espera de uma chance para contar suas histórias.

Um abraço a todos!

 

 

 

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