Ziguezaguendo - por Alves dos Santos

Ziguezaguendo - por Alves dos Santos

Ziguezaguendo

 

Portas que se abrem

Sem que eu saiba se ou quais

Devo atravessar

Rumo ao meu futuro

 

Portas que se fecham com estrondo

E no sobressalto me fazem ansiar

Pelo que ficou para trás

 

Portas escancaradas

Que me puxam irresistíveis

Para um universo de caos

 

Portas entreabertas

Pelas quais espreito

Levado por uma insaciável curiosidade

Num misto de perdição e fascínio

 

Portas encerradas

Que em vão puxo com todas as forças

Na esperança de descobrir

Um caminho certo para a felicidade

 

Vozes doces que me assediam

Num suave sussurrar

Da brisa que chega até mim

Vinda de paragens incertas

 

Vozes quase esquecidas

Que me falam num sono inquieto

Questionando o que é feito de mim

 

Vozes reais que me trazem de volta

Num olhar penetrante e triste

Que se interroga em silêncio

Pelo meu paradeiro

 

Vozes que reconheço

E sem se deterem passam por mim

Sem a mínima sombra de reconhecimento

 

Vozes interiores

Que me interrogam

Sobre quem sou afinal

E o que quero para mim

 

 

 

 

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