Sócrates e os céticos - por Maurício Duarte

Sócrates e os céticos

 

            Pela mesma razão que nós registramos Anaxágoras, poucas palavras são requeridas para Sócrates e os céticos.  Os eleáticos tinham questionado o objetivo da realidade no mundo fenomenal ao nível da incerteza do conhecimento dos sentidos; mas se os objetos dos sentidos negam a realidade, porque, como dizem os céticos, eles deveriam conferir os sujeitos da razão?  Conhecimento é apenas relativo.  Nossas percepções são diferentes em diferentes tempos e em diferentes estados.  Como vamos saber se a verdade está além do limite da mente humana?  O homem, diz Protágoras, é a medida de todas as coisas: o que ele percebe, é, mas a sua existência é apenas subjetiva – ela existe apenas para ele.  A aplicação universal desse princípio acaba num ceticismo universal.  À luz desse ceticismo, conhecimento é um sonho, religião é superstição, poder é certo e as leis, são as regulações convencionaisde governos e estados.  Sócrates ocupou-se com ética unicamente.  Ele tentou encontrar na razão, um certo fundamento para a moral.  Os céticos dizem: “O que eu percebo como verdadeiro, é verdadeiro apenas para mim; meu conhecimento não é meramente subjetivo, mas é individual e, além do mais, empírico.”  “Isso”, Sócrates teria dito, “pode ser se você é um indivíduo, mas não se você é uma partícula da razão universal.  O conhecimento humano não é meramente relativo e empírico, porque a medida de todas as coisas não é um indivíduo, mas o homem universal.  Moralidade tem uma base na razão universal.  É alguma coisa eterna, imutável, absoluta.”

 

            Consistentemente com esses estudos puramente éticos, Sócrate sofejou Deus como um ser que perguntou as necessidades morais do coração.  Da sua juventude, ele sentiu-se tomado pela “mente pura e imutável.”  Seu Deus foi a “mente” de Anaxágoras; masSócrates não o colocou como simples fazedor do mundo.  Ele também preserva o mundo.  Ele é o Deus da providência como é o Deus da criação.  Ele toma conta de tudo.  Nada está fora do seu cuidado – nada é, também, sem significado para ele ser indiferente àquilo.  Ele é, finalmente, o autor e o rei do mundo.

 

Livre Tradução do escritor e artista visual Mauricio Duarte (Divyam Anuragi) do livro Pantheism and Christianity . John Hunt . 1884 . Religião Grega . Sócrates e os céticos

 

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